Hirsutismo: Entenda o que é, suas causas, sintomas, e tratamento!

Hirsutismo: Entenda o que é, suas causas, sintomas, e tratamento!

Homens e mulheres possuem naturalmente uma diferenciação do nível de pelos em algumas áreas. A face, por exemplo, é um local onde, de maneira geral, homens possuem mais pelos do que as mulheres.

Porém, existem algumas alterações que fazem com que algumas mulheres desenvolvam pelos em regiões que são mais comuns nos homens. Não existe nenhum problema com isso e o desenvolvimento de alguns pelos não comprometem a feminilidade de nenhuma mulher.

Esse desenvolvimento incomum é chamado de Hirsutismo. Nesse artigo, vamos explicar mais sobre esse fenômeno e esclarecer outras dúvidas muito frequentes sobre o assunto. Fique ligada!

O que é Hirsutismo?

O Hirsutismo é o aumento do nível de pelos, especificamente nas mulheres, em locais que geralmente são comuns aos homens.

De fato, é uma situação rara entre a maioria das mulheres. Porém, esse desenvolvimento se torna mais comuns em momentos após a menopausa.

De forma geral, o hirsutismo se associa à irregularidades menstruais, alterações na dosagem natural de hormônios, infertilidade e excesso de acne.

Quais são as causas e sintomas?

hirsutismo

O principal sintoma é o aparecimento de uma quantidade anormal de pelos em regiões com o queixo, buço, abdômen inferior, entre as mamas, glúteos e ao redor dos mamilos.

As causas podem estar relacionadas a três tipos de hirsutismo. Veja a seguir:

  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP): Esta síndrome é bastante comum entre as mulheres, tanto as jovens quanto as mais velhas. Essa disfunção vem da bateria de mudanças que ocorrem ao corpo da mulher durante o ciclo menstrual. Mudanças essas como alterações na produção de hormônios, aumento da oleosidade e da acne, entre outras.
  • Hirsutismo familiar: Nesse caso o hirsutismo é genético. A causa não está nada relacionada ao ciclo menstrual da mulher ou à disfunções hormonais. Quando o caso é genético, muito provavelmente está relacionado aos grupos éticos que formaram a descendência familiar
  • Excesso de hormônios masculinos: Esse tipo de disfunção é causado por uma quantidade excessiva de produção de hormônios masculinos pelas glândulas adrenais e pelos ovários. Esses casos, de forma geral, provocam um crescimento de pelos progressivos e devem ser tratados para evitar essa constância, se for do desejo da mulher. Tumores e outras disfunções malignas nos ovários também podem ser uma causa.
  • Hirsutismo idiopático: Esse tipo de hirsutismo ocorre quando as mulheres não possuem nenhum tipo de disfunção hormonal, muito menos alterações nos ciclos menstruais. Ocorre apenas o crescimento exagerado de pelos no rosto e outras partes incomuns, sem a definição de uma causa propriamente dita.

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Como tratar o hirsutismo?

O tratamento do hirsutismo varia de acordo com a causa da disfunção.

Em situações de produção excessiva de hormônios masculinos, o tratamento visa combater a produção extra desses hormônios androgênicos circulante ou até mesmo impedir sua ação no na estrutura que dá origem aos pelos da região afetada.

Nos casos de hirsutismo idiopático ou familiar, os procedimentos estéticos como a depilação a laser para a remoção dos pelos pela raiz são suficientes para atenuar os sintomas.

Existem casos também que é necessário o tratamento farmacológico, por meio do uso de medicamentos.

O anticoncepcional pode ajudar?

Os anticoncepcionais que contem estrogênio e progestina são ótimas opções para combater o hirsutismo quando os processos a laser não se mostram eficazes.

Existem outros remédios como os antiandrógenos como é o caso da espironolactona. Esse remédio inibem a captação dos hormônios androgênicos pelos receptores neurais do organismo e devem ser usados para complementar a ação dos anticoncepcionais.

Porém cuidado! Pacientes com problemas renais, grávidas, lactantes, ou mulheres que possuem hereditariedade para doenças sanguíneas como trombose não podem fazer uso desses medicamentos!

Quais os exames fazer nesse caso?

exames para tratar o problema

Segundo pesquisa disponibilizada pelo Laboratório Duarte, os melhores exames para se fazer em casos de suspeita de hirsutismo que não seja idiopático ou familiar são:

Triagem simples das substâncias:

  • Testosterona
  • Sulfato de dehidroepiandrosterona (SDHEA)
  • Androstenediona
  • Avaliação extensa das seguintes outras substâncias:
  • SHBG
  • Diidrotestosterona
  • FSH e LH
  • Estradiol
  • Prolactina
  • Cortisol livre em urina de 24 horas
  • Teste de supressão do cortisol com dexametasona
  • E também a realização de outros testes auxiliares para garantir a saúde de todos os aparelhos hormonais:
  • Glicemia de jejum / Teste de tolerância oral à glicose
  • Perfil lipídico
  • TSH / T4

Em casos de suspeita de tumor adrenal, ou nos ovários, é importante realizar também exames de imagens.

Como fica a alimentação?

A regulação alimentar é também parte fundamental do tratamento e manutenção da saúde de pessoas que possuem hirsutismo.

O tecido adiposo é um importante aliado na produção de pelos. Dessa forma, é fundamental que seja mantida uma alimentação balanceada onde o organismo consiga processar a gordura ingerida de forma saudável, evitando, assim, o acúmulo de gordura e o desenvolvimento do tecido adiposo no corpo.

Afinal, hirsutismo tem cura?

Em alguns casos de hirsutismo existe sim uma cura! Para os casos hormonais, a administração de remédios que controlam a produção natural de hormônios pode curar esse quadro ao longo do tempo.

Em situações de hirsutismo hereditário ou familiar, não é possível a cura.

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